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THE COOPER-MOORE TRIO - IX FESTIVAL JAZZ DE PDL
26 OUT 2007 | 21:30

Cooper-Moore Piano
Assif Tsahar Saxofone tenor, Clarinete baixo
Michael Wimberly Bateria

Cooper-Moore, homem de muitos ofícios instrumentais e variados recursos estilísticos, a propender para um estilo mais aberto e formalmente livre, arma-se de novos materiais melódicos, redefine a noção de tema e de swing, evoluindo a partir do que se reconhece como tradicional, no seu espectro mais abrangente.

The Beautiful é ponto de partida para o alinhamento das ideias que Cooper-Moore tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos 30 anos, influenciadas pelo trabalho em produções teatrais e de dança. Baladas (Frida K. The Beautiful, dedicada à pintora e activista mexicana Frida Kahlo, é uma pequena obra-prima), valsas e abstracções poéticas free convivem com máxima adaptação e flexibilidade num canto único que se reparte por dez composições originais, seis de Moore, duas de Chad Taylor, uma de Tom Abbs e outra do trio.

Impressiona a sensação de movimento pacificador que sai das mãos de Copper-Moore; Tom Abbs toca o contrabaixo na sua totalidade física e emocional, Chad Taylor eleva a parada rítmica ao ponto certo, como já o haviam feito no disco anterior, editado pela Hopscotch Records. Este Triptych Myth, o Full-Blown Trio de Dave Burrell, e o outro recente de Jamie Saft, com Greg Cohen e Ben Perowsky (Book of Angels Vol. 1, Jamie Saft Trio Plays Masada Book Two, Tzadik), são três obras importantes no continuum de renovação e restruturação do piano-trio, que inclui o passado, o presente e o futuro de uma das fórmulas mais trabalhadas do jazz, que já vinha penosamente a dar sinais de preocupante esgotamento. Em particular, este The Beautiful é um marco importante nesse processo; além de ser uma delícia de disco, que perdurará no tempo e ficará seguramente como um dos momentos mais altos da arte do trio neste início de século. Boa notícia é também o facto de esta ser a primeira de três edições que o Triptych Myth fará para a AUM Fidelity. Assim os deuses os inspirem, como generosamente o fizeram desta vez. Por isso lhes devemos agradecer, também.

Finalmente, breve referência às notas que William Parker escreveu para o disco, que expõem uma visão pessoal sobre o papel da música improvisada nos dias de hoje. «Drop this CD over Iraq, Mister Bush» – pede WP, depois de sublinhar as qualidades regenerativas e bem-fazejas para a saúde individual e da Humanidade no seu conjunto. «If this CD only sells one copy, the music has done more good then we could real know».
Por Eduardo Chagas in jazzearredores.blogspot.com


Michael Wimberly
É percussionista e compositor em ambas música clássica e música contemporânea e detém um bacharelato em Arte e Música do Conservatório Baldwin Wallace e um mestrado em Música da Escola de Música de Manhattan. Como compositor Michael criou trabalhos comissionados para as mais conceituadas companhias de dança nos Estados Unidos, incluindo: a Alvin Ailey American Dance Theatre, o The Joffrey Ballet e a Philadanco.

Assif Tsahar
Nasceu em Tel-Aviv, Israel. E com Patricia Parker é co-fundador do Vision Festival em Nova York. Em 1999 fundou a Hopscitch Records, uma editora sem fins lucrativos onde os músicos têm um controle completo da produção. Assif possuiu um bacharelato em composição musical da Mannes School of Music, em Nova York.


Algumas citações da imprensa sobre Cooper-Moore_

One of New York's most effusive but reclusive musical geniuses. Cooper-Moore is a one-man New Orleans jazz funeral flailing like the Grambling State marching band across a vaudeville stage.
Andy Battaglia, Salon.com

One of the most potent musicians ever.
Phil Waldorf, Other Music

As one of those rare jacks who own the startling ability to master as many trades as they can fit under their belts, Cooper-Moore has become one of the East Coast creative jazz scene's most versatile and valuable presences.
Scott Hreha, One Final Note


www.hopscotchrecords.com