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O MEU AMIGO H.

19.º FESTIVAL INTERNACIONAL DOS AÇORES

15 setembro, 21H30
Teatro - m16
12.50€ Plateia

Depois de ser eleito líder do país e ter neutralizado todas as forças que se lhe opunham, H. tem a possibilidade de aumentar ainda mais o seu poder: o Presidente actual está às portas da morte e, com o apoio das Forças Armadas, H. pode suceder-lhe. Mas dentro do Partido há quem veja as Forças Armadas como uma relíquia do passado: uma instituição reacionária, corrupta e anquilosada. O futuro do país para o capitão do exército de arruaceiros, o número dois do Partido, velho amigo de H., depende da força do seu exército pessoal e não das Forças Armadas. O seu exército de três milhões de homens tornou-se a verdadeira força armada do país. H. teme o descontrolo deste exército, um grupo de arruaceiros e bêbados que controlam o país pelo terror. Teme-o também porque, caso se associe a ele, o exército pode fazê-lo cair. Ao mesmo tempo, o intelectual do Partido, próximo dos trabalhadores e das estruturas sindicais, pode ser também um perigo para H.. A solução, para satisfazer as chefias das Forças Armadas e os industriais que o financiam (entre os quais está o magnata do ferro, defensor das Forças Armadas e da guerra que o enriquece), é acabar com ambos esses perigos: matá-los. Na Noite das Facas Longas, o militar, o intelectual sindicalista e centenas de outros membros do Partido foram assassinados, o exército foi extinto e a situação controlada.

O resto já sabemos ou já o esquecemos?

A questão levantada por Mishima, sobre os corredores do poder, nesta peça tão calculista, pode hoje ser colocada desta forma: o que pode um Regime fazer quando aqueles de quem precisou, aqueles que manipularam as massas em seu favor, se tornam incómodos? O Regime não sobrevive sem a multidão, é certo, mas tem lugar para intermediários ou precisa de ser ele, no fim de contas, a controlá-la?

 

a partir do texto de Yukio Mishima
adaptação Albano Jerónimo, Cláudia Lucas Chéu, Ricardo Braun
dramaturgia Ricardo Braun
encenação Albano Jerónimo e Cláudia Lucas Chéu 
actores Albano Jerónimo, Pedro Lacerda, Rodrigo Tomás, Ruben Gomes
espaço cénico Albano Jerónimo
figurinos Nuno Esteves (Blue) e Albano Jerónimo
desenho de luz Rui Monteiro 
música Carincur
vídeo João Pedro Fonseca 
comunicação Sara Cavaco
assistência de produção e encenação Solange Freitas
direção de produção Francisco Leone
coprodutores A Oficina/Centro Cultural Vila Flor | Teatro José Lúcio da Silva | Culturgest | Casa das Artes Vila Nova de Famalicão
agradecimentos Diana Lopes, Polo Cultural das Gaivotas, Francesca Clare Rayner, Helena Guerreiro, Sara Amorim, Tiago Pinhal Costa, Doublet Portugal, Luís Puto
apoios André Ópticas

programação 19.º Festival Internacional dos Açores 

Pack 3 espetáculos FIA* €25
*disponível na bilheteira física TM

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