Outros

VESPA

23 Setembro 2017, 21H30

Uma peça sobre uma cabeça a explodir, sobre o que nem sequer falhámos, porque nos coibimos de cumprir. Na dupla condição de voyeur, a do outro e a de si próprio, o público compõe o tétris do personagem em cena, desafiando a sua própria conceção do registo público e privado. Este solo é uma possibilidade, uma fractal, uma marca fugaz.
Rui Horta é um veterano selvagem. Só essa condição lhe permite hoje a ousadia e a obstinação de voltar ao palco após 30 anos de ausência.
Ou é ou não é. Então, que seja. Que haja luz, fogo, dor e, sobretudo, corpo. Que haja um raio que ilumina e destrói. Mas que haja. Que seja.
Uma vespa dentro da cabeça, um zumbido a roer o pensamento.
 
coreografia, iluminação, interpretação
Rui Horta
música original
Tiago Cerqueira

 
*O espectáculo integra a programação do Paralelo - Festival de Dança

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