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Porte-se como deve ser!

Debate

19 Novembro, 18H30

Os esforços dos espaços culturais de criar relações com pessoas que normalmente não os frequentam podem provocar tensões com os habitués, ou seja, com quem já se sente em casa. Desde o tipo de programação às regras de comportamento, as tentativas de mudança e inovação podem ser recebidas com forte resistência pelo público tradicional.

Exemplos não faltam, quer em Portugal, quer no estrangeiro: espectáculos chamados "comunitários" que criam fricções entre a comunidade local e espectadores habituados a outros contextos de apresentação e formas de fruição; alunos com telemóveis na mão nas visitas a museus e pessoas a “twitar” nas salas de espectáculos; a diversificação da programação em espaços que se dedicavam a um determinado género; a presença de espectadores com calções no La Scala; a visita de uma família que apresentava falta de higiene ao Musée d´Orsay; a agitação de uma pessoa com autismo na fila da bilheteira; a jovem com deficiência intelectual que manifestou o seu prazer durante um concerto de música clássica.

Como gerir esta tensão? Tudo se justifica em nome do chamado "desenvolvimento de novos públicos"? Uns terão mais razão que outros? Há uma forma correcta de estar num espaço cultural?


Moderador Pedro Pascoal, Instituto Cultural de Ponta Delgada
Convidados Madalena San-Bento, Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, Rita Andrade, Conservatório Regional de Ponta Delgada, André Melo, Musiquim - Associação Musicoteatral dos Açores

Iniciativa Acesso Cultura

Entrada livre

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