ZABRA (Centro de Investigação de Arte Pós-Humana) propõe um estudo comportamental em cidades flutuantes: ecossistemas oceânicos onde humanos e máquinas coexistem numa arquitetura instável.
Nesta nova criação, o mar deixa de ser fronteira para se tornar infraestrutura operacional. Plataformas habitáveis funcionam como dispositivos de regulação climática, redes sensoriais e sistemas de gestão coletiva. O corpo é monitorizado, adaptado, sincronizado com fluxos ambientais e tecnológicos.
A performance interroga:
Como se comporta o humano quando vive permanentemente sobre o abismo?
Que novas éticas emergem quando a sobrevivência depende de sistemas artificiais que flutuam?
E poderá a instabilidade tornar-se a nova condição de existência?