Portugal, meu remorso

13 June 2015, 21H30

​​Seria difícil imaginar uma cabeça mais feérica e tão distintamente irónica como a de Alexandre O´Neill para, na possibilidade de uma travessia pelo Portugal dos nossos dias (o país europeu com tiques e vícios de ontem) lhe dar um sentido à altura das suas enormes encruzilhadas.
Verbalizar os dislates da vida e do amor à luz de um país incerto, é um exercício que na escrita e na personalidade de O´Neill se transforma numa espécie de combustível sem limites, desígnio perfeito para uma vida inspirada:
"Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor / O tapete que vai partir para o infinito / Esta noite ou uma noite qualquer".
Se em muitos aspetos O´Neill foi um poeta incompreendido e indecifrável, como o é tantas vezes a nossa "vidinha", é certo que se tornou um dos grandes do século XX, com vida cheia e literalmente profícua e a contaminar tantas e tantas criaturas. Portugal, Meu Remorso é um tributo assumido ao poeta que apostava tudo na vida "mesmo que errada".
 
Direção Artística e Interpretação Ana Nave e João Reis
Dramaturgia Maria Antónia, a partir de textos de Alexandre O’Neill
Apoio Dramatúrgico Rui Lagartinho
Movimento Félix Lozano
Espaço Sonoro Francisco Leal
Vídeo Patrícia Sequeira e Duarte Elvas
Desenho de Luz João Cachulo
Figurinos Rafaela Mapril
Produção Executiva Mónica Talina
Coprodução O Lince Viaja e São Luiz Teatro Municipal
M/12

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